sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Obesidade/excesso de peso e a correlação com o câncer de mama


O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente em todo o mundo e acomete principalmente mulheres, no entanto homens também podem ser vitimas dessa doença. Segundo o INCA, os fatores de risco que podem levar um indivíduo a desenvolver o tumor mamário é multifatorial, dentre elas:
- menarca precoce (mulheres)
- idade, a incidência aumenta após os 50 anos
- fatores genéticos
- obesidade/excesso de peso.

Na obesidade/excesso de peso um hormônio chamado de leptina, responsável pela regulação energética e pela saciedade encontra-se alterada.
Alguns estudos   associaram a leptina com a ocorrência de câncer de mama. A partir disso uma revisão de literatura e meta-análise realizou a associação entre os níveis séricos de leptina e os riscos do desenvolvimento do câncer de mama.
Essa meta-análise buscou  investigar o papel da leptina no câncer de mama e encontrou 35 estudos relevantes até setembro de 2017.

Os resultados  observados mostraram uma associação significativa entre câncer de mama e níveis de leptina sérica em pacientes com sobrepeso e obesos (IC 95%) . Além disso, a análise do subgrupo de status menopausa revelou uma associação significativa em mulheres na pós-menopausa. E identificamram uma associação significativa entre o câncer de mama e os níveis séricos de leptina em mulheres chinesas.

Os resultados desta meta-análise sugeriram que a leptina poderia ser um biomarcador potencial para o risco de câncer de mama em mulheres, especialmente sobrepeso / obesidade ou mulheres na pós-menopausa. Portanto, pode ser útil para identificar indivíduos com alto risco de câncer de mama que possam se beneficiar de tratamentos preventivos.

Association between serum leptin levels and breast cancer risk: An updated systematic review and meta-analysis.

Medicine (Baltimore); 97(27): e11345, 2018 Jul.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-29979411

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Síndrome Fúngica

 

Síndrome Fúngica

 Diagnóstico da síndrome fúngica

O diagnóstico da síndrome fúngica é realizado pela anamnese clínica e nutricional e requer experiência do profissional, pois é necessário reunir um conjunto de sintomas, exames e outras informações relevantes sobre o paciente para poder observar a possibilidade de síndrome fúngica.

Para o diagnóstico preciso, o profissional deve observar, além dos sintomas atuais, o histórico de sintomatologia, o histórico de doenças familiares, os medicamentos, fitoterápicos e suplementos que já foram utilizados e os que estão em uso no momento, a avaliação do comportamento e do hábito alimentar, os fatores ambientais e a análise dos exames complementares existentes. com a somatória de todas essas informações, será possível determinar se há a proliferação exacerbada de fungos e o grau de interferência no desencadeamento de sintomas.

Um exame laboratorial capaz de avaliar a presença de fungos no organismo é a análise de ácidos orgânicos na urina, contudo esses exames são realizados em poucos laboratórios no Brasil e infelizmente, tem custo elevado e muitos planos de saúde não cobrem a realização do exame. Outro exame é o de avaliação da presença de anticorpos anti Candida IgA, IgM e IgG.


Os fungos podem se instalar nos seguintes sistemas do organismo: digestivo, nervoso, cardiovascular, respiratório, reprodutivo, geniturinário, endócrino, músculo esquelético e pele.

Dieta Cetogênica e Câncer

       A dieta cetogênica é caracterizada por alto teor de lipídeos, proteínas em quantidade moderada e baixa ingestão de carboidratos (até...